No dissídio do TST, o fim da GREVE no dia 13

Como era de conhecimento da categoria, no dia de hoje (11), foi levado ao dissídio a greve de nossa categoria. No primeiro ponto oMinistro Goldinho Delgado saiu em defesa sobre a legalidade de nossa greve, lembrando que em todo país só houveram 4 ocorrências, que inclusive não foram provadas e sugeriu que fossem acatadas as decisões judiciais que impediram o corte do ponto, mesmo informando que apenas o TST teria poder de autorizar ou não o corte dos pontos. O relator também saiu em defesa da proposta que a Ministra Mª Cristina Peruzzi no que se referia aos eixos econômicos, a ECT por sua vez enviou os pontos do ACT11/12 que já haviam sido discutidos, para que os mesmo tivessem validade. O Presidente do TST, o Sr Ministro João Dalezan, foi enfático e mesmo reconhecendo a legalidade da greve, reclamou da falta de respeito que os sindicatos demonstraram ao rejeitar a proposta saída da reunião do TST e que foi rejeitada pelos 35 sindicatos e disse que não havia lógica em travar uma campanha salarial por causa de dias parados. “Os trabalhadores tem que saber as consequências da greve.” Disse o Ministro.

Na hora dos votos surgiram os primeiros impasses, o relator defendia a proposta de R$80,00 em outubro/2011, enquato o presidente defendia a proposta de R$60,00 em janeiro/2012 + Abono de R$500,00, pois considerava essa proposta melhor por conter abono. Felizmente, após nova explicação do relator sua proposta passou. Após essa votação veio a discussão sobre os dias parados e a hora mais tensa da noite, O relator já havia pedido o não desconto e a compensação dos dias, mas só conseguiu apoio da Ministra Kátia Arruda. O Ministro Delazan pediu o corte de todos os 28 dias e conseguiu o apoio de mais 3 ministros. A Ministra Mª Cristina Peruzzi defendeu a manutenção do corte dos dias, mas ela queria o corte de 13 dias, mais dois ministros votaram no corte dos 7 dias e assim a ministra resolveu acatar e votar no corte de 7 dias. Por incrível que pareça, o presidente usou o critério do voto médio, sendo assim a proposta do meio foi a que prevaleceu, ou seja, haverá o corte de 7 dias dos trabalhadores. O próximo ponto foi o retorno da categoria ao trabalho, a ECT queria que os trabalhadores voltassem ainda amanhã (12) em pleno feriado, mas após defesa do advogado da FENTECT e avaliação dos ministros ficou definido o retorno para o dia 13, quando sugerido esperar as assembleias da categoria o TST todos os ministros disseram que não iriam se submeter as assembleias, “Agora querem que o TST obedeça as assembleias?”. Em todo momento os ministros culpavam os sindicatos pela intransigência nas negociações e alegava que grupos radicais transformaram as negociações em embate político.

 Reposição da inflação no índice de 6,87%;

– Aumento Real linear de R$ 80 a partir de outubro de 2011;

– Desconto de sete dias de greve e compensação aos sábados e domingos dos demais 21 dias;

– Vale extra, em dezembro de R$ 575;

– Vale alimentação de R$ 25;

– Vale cesta de R$ 140;

– Manutenção das demais cláusulas do ACT já discutidas entre o Comando de Negociação e a empresa;

Outro ponto que os Ministros foram enfáticos em apreciar foi relativo a volta ao trabalho. Foi determinado que TODOS os trabalhadores devem voltar ao trabalho a partir das zero hora de quinta-feira, sob pena de R$ 50 mil para as entidades que descumprirem a decisão.

 

AVALIAÇÃO

Companheiros, é necessário fazer uma boa análise dos fatos, mesmo tendo ido para o dissídio, temos que considerar que ainda assim fomos vitoriosos, pois conseguimos reverter a proposta inicial da ECT que se manteve intransigente e aumentamos nosso ganho real, sendo que ainda fizemos a ECT ter que recuar e graças o modelo de greve adotada, no ES não houve ocorrência registrada. Quanto aos dias parados talvez seja nossa pior baixa, pois o presidente do TST fez das palavras do Ministro Paulo Bernardo suas palavras “O trabalhador tem que saber as consequências do direito de greve e aprender que greve não é férias”. Sendo assim companheiros, ficou explícito que o encaminhamento feito pelo Comando de Negociações e Mobilização era o mais adequado, pois é necessário que toda categoria saiba que vários presidentes e secretários de sindicatos de todo país estavam em Brasília tentando conseguir garantir ao menos o não corte dos 28 dias e algum ganho. Lamentamos não ter avançado mais, mas consideramos que nossa categoria sai mais forte e mais convicta de sua força, pois os sindicatos mostraram força e no Espírito Santo todas as decisões foram tomadas por assembleias cheias e nossa diretoria renova o compromisso com os trabalhadores capixabas para que apenas a sua vontade seja executada por nossa direção AVANTE ECETISTAS. RUMO À VITÓRIA SEMPRE.

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