ASSEMBLEIA 28/08

 

Informamos aos trabalhadores que necessitarem de transporte, que comuniquem a entidade. Na avaliação da Campanha Salarial será proposto a decretação do estado de greve e a deflagração para o dia 11/09, seguindo orientação da FENTECT. Contamos com a participação de TODOS os trabalhadores, tendo em vista a importância desta assembleia, que será a resposta à postura que a ECT vem tendo com os trabalhadores.

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Proposta da ECT é rejeitada por unanimidade no Espírito Santo

Apesar do dia chuvoso e do misterioso sumiço da carga, a assembleia contou com um bom número de participantes, além da presença de praticamente todas unidades da região metropolitana. A assembleia foi um momento muito interessante onde os trabalhadores puderam esclarecer diversas dúvidas e se manisfestaram positivamente, quanto a mobilização e insatisfação com o posicionamento da ECT durante a negociação do Acordo Coletivo 2012/2013. A proposta da ECT de 3% foi repudiada pelos trabalhadores, que consideram qualquer discussão que envolva índices inferiores à inflação do período como ofensa e retrocesso semelhante aos governos neoliberais que tanto abominamos. Também foi aprovada moção de repúdio quanto ao decreto n°7.777, no qual, a presidente Dilma Rousseff autoriza os órgãos e entidades à recorrerem aos Estados e/ou municípios a compartilharem a execução de atividades e serviços das estatais em greve. Na verdade, o que podemos observar é um ataque ao direito de greve, atacando um direito constitucional com o objetivo de enfraquecer a força das categorias em greve.

Em assembleia realizada no último dia 19, a Pauta Nacional de Reivindicações foi aprovada. A partir deste passo, devemos levantar nossas bandeiras de luta e a perceber as reais expectativas dos trabalhadores capixabas. Como já sabemos, toda campanha salarial não é fácil, a própria ECT já distribuiu material intitulado “É bom trabalhar nos Correios”, onde cita os ganhos nos últimos 8 anos, mas se omite às perdas nos períodos anteriores, sem contar que para conseguirmos isso foi preciso fazer diversas greves.
Um compromisso que nossa diretoria fez com os trabalhadores capixabas desde que assumiu, foi de realmente fazer a sua representação e encaminhar as decisões tomadas nas assembleias. É importante que os trabalhadores se esforcem nesse período para estarem nas assembleias e que acompanhem todo o processo, pois o SINTECT-ES fará o que for da vontade de nossa categoria. Quando o trabalhador participa das assembléias ajuda a nossa diretoria a encaminhar o real sentimento da base, pressiona a empresa ao ver a capacidade de mobilização dos trabalhadores e garante a democracia plena na entidade sindical.
NEGOCIAÇÕES
O impasse causado pela saída dos sindicatos de São Paulo, Rio de Janeiro, Bauru e Tocantins da FENTECT aparentemente foi resolvido, pois foram eleitos representantes dessas DR’s e a própria ECT reconheceu a FENTECT como a única representante legal nas negociações. A ECT tem investido na desmobilização dos trabalhadores através da mídia e de seus informativos internos, como o Primeira Hora. Analisando os informes da federação é fácil perceber o desinteresse da ECT nas negociações, onde os representantes da empresa não colaboram com o avanço das discussões e provocam o entrave no debate.
NO ESPIRÍTO SANTO
Após a aprovação da pauta ainda não recebemos informação quanto aos adendos enviados pelo estado e muito menos os feitos pelo restante do país. O bloco minoritário, que além Espírito Santo conta com Bahia, Juiz de Fora, Distrito Federal, Rio Grande do Norte, Santa Maria, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará-Amapá, Acre e Rondônia se manifestou através de nota a categoria de nossos estados:
“Estamos preocupados com a condução das negociações e com o rumo que o movimento nacional ecetista está tomando. A forma como vêm sendo tratadas as questões dos trabalhadores é muito ruim. Não unifica, mas fragiliza cada vez mais a nossa luta. Quem se beneficia com esse caos é a empresa, que está sabendo tirar proveito e vem ganhando todos os rounds até o momento.
É necessário mantermos e ampliarmos os nossos direitos de forma que a categoria não venha sofrer um revés, a exemplo do que ocorreu na década de noventa, período em que a FENTECT era majoritariamente dirigida por essas mesmas correntes, e que tantos prejuízos trouxe para a nossa categoria.
Neste sentido, ratificamos nosso compromisso com a luta em defesa dos interesses dos trabalhadores, e conclamamos os sindicatos a se integrarem efetivamente na Campanha Salarial de forma que a nossa unidade seja restabelecida. Enquanto isto, continuaremos buscando entendimento com o bloco majoritário, para que possamos, em tempo, construir uma Campanha Salarial unificada e tornando-a vitoriosa.”

ECT: Aumento real de R$ 200 é idéia “razoável”, diz o ministro Paulo Bernardo

No último dia 28, no Encontro Estadual do Partido dos Trabalhadores do Paraná, o Ministro das Comunicações Paulo Bernardo, afirmou, após ser questionado por trabalhadores presentes no encontro sobre a Campanha Salarial 2012/2013, que uma reivindicação de um aumento linear de R$200,00 seria razoável: “Claramente é uma ideia (o aumento real de R$ 200 linear para todos) de privilegiar mais quem ganha menos, e menos quem ganha mais”, disse o ministro. “Eu acho que é uma coisa razoável. Nós temos que discutir.”

Em contrapartida, o ministro mostrou que não tem interesse em atender a reivindicação da Pauta Nacional dos trabalhadores, que pede salário base de R$2.500,00 e aumento de 43,7%, referente à perdas históricas da nossa categoria: “Agora, 47% também não dá, né. Nós estamos com inflação de 3,5%, vocês vão reivindicar 47%, não dá”, disse o ministro Paulo Bernardo.

É preciso lembrar que as afirmações do ministro são duvidosas e que sem mobilização não teremos nada, pois a presidente Dilma Rousseff também falou no início do ano que não daria aumento superior a inflação. É chegada a hora de saber se realmente a ECT quer negociar ou não e se receberemos uma proposta decente ou ficaremos na mesma enrolação da campanha salarial passada.

Conceito básico da mobilização

Basicamente, a mobilização ocorre quando todos ou maior parte dos trabalhadores mostram-se unidos e dispostos a apoiar a entidade sindical que os representa, no nosso caso a FENTECT. A ameaça de greve e a suspensão das atividades obrigariam a ECT a procurar o diálogo, pois caso a empresa venha a fechar, deixará de ganhar dinheiro, ainda que continue a gastar com impostos, aluguéis, energia e manutenção. Quanto mais tempo durar uma greve, mais dinheiro a ECT perde.

SINTECT-ES

“UM SINDICATO DE BASE FEITO PELA BASE”