Parabéns trabalhadores que não se submeteram a vontade da ECT



No Espírito Santo, foram 9 dias de greve, onde o trabalhador mostrou que não temia o adversário e que não seria acuado. Procurou a unidade, escutou o chamado dos que pararam e aderiu ao movimento. Respeitou e se fez respeitado, mostrou bom humor nos piores momentos, ponderou, mostrou sensatez e no fim, não foi vencido pela empresa. Saímos dessa campanha salarial ganhando menos do que merecíamos, mas não deixamos que nada fosse retirado e tiramos mais do que nos foi oferecido pela ECT. E o mais importante? Ano que vem tem mais.

RESUMO DA DECISÃO DO TST:
– Manutenção das cláusulas sociais como no Acórdão anterior, exceto a cláusula referente a entrega domiciliária.
-Aumento de 6.5% no salário, benefícios e demais proventos.
-Entrega pela manhã,  a ECT priorizará a entrega pela manhã, para tanto, implantará 3 projetos pilotos para aprimorar a alteração e caberá a fiscalização do processo à FENTECT e os sindicatos.
-CorreiosSaúde se mantém nos mesmos moldes e é garantido que qualquer alteração ou mudança só poderá ocorrer de forma negocial.
-Compensação dos dias parados, no prazo de seis meses.

Alguns números:
Vale Refeição R$26,62
Vale Cesta R$149,10
Vale Extra R$612,26
Vale Transporte máximo R$594,68
Auxílio Creche R$409,97
Salário Base R$1.004,03
A LUTA SE FAZ COM GUERREIROS

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2º Rodada das Negociações

O Comando de Negociações esteve participou de mais uma audiência de conciliação. A ECT por sua vez, manteve a mesma intransigência costumeira e ao que parece o TST não quer pagar a conta esse ano. A postura consciente e unificada dos trabalhadores quebrou o discurso pronto da empresa, o famoso “Quem não quer negociar são eles”.

A desculpa matemática da ECT acabou agravando ainda mais sua situação, em um momento, o procurador do Ministério Público enfatizou que era claro que empresa só se preocupava com números e não com seus trabalhadores. Em outro momento, quando a ECT apresentava os números, a empresa foi questionada se era instituição financeira, pois no entendimento do procurador, o investimento de uma empresa é no seu pessoal e maquinário. O procurador questionou o fato da entrega pela manhã [demanda dos carteiros do Espírito Santo e de outros estados], a ECT inventou desculpas, mas o procurador do Ministério Público avisou, que se a empresa não se preocupar com a saúde do trabalhador, vai propor ação civil publica contra a ECT Enfim, após pressão do Ministério Público e do TST, a ECT aceitou a proposta da ministra de que a empresa priorizará a entrega pela manhã, salvo casos excepcionais. Pelo menos uma grande vitória nessa rodada. A Ministra Rita cobrou uma postura responsável por parte da empresa nas negociações, ressaltando o nome a zelar da ECT e a postura intransigente que a empresa adota até agora. Pois em nenhum momento demonstrou real interesse em negociar e não apresenta proposta alguma na mesa de negociações. Na audiência de hoje, a ministra Katia Arruda, o Ministério Publico do Trabalho e os representantes dos trabalhadores fizeram um esforço enorme para fechar um acordo, mas a empresa todo tempo mostrou total intransigência, recusando todas as propostas apresentadas. A ECT insisti em não dar aumento real de salário, recusou a dar o “Vale Peru” no fim do ano e ainda por cima deixou claro quais os tipos de alterações que pretende fazer na clausula da assistência medica, além de mentir dizendo que o máximo que a gente contribui com plano é7% e que o correto seria 50% como a maioria dos outros planos, solicita tirar os aposentados entre outras maldades. Então companheiros o recado é simples ou você luta e vem pra greve ou se prepara pra receber só a inflação e encarar a fila do SUS.

Fonte: Amanda Corcino, Presidente do Sintect-DF e membro do Comando de Negociações

Comemorando nossa mobilização: Churrasco do Paga ou Pára

 

 

Mantendo o pique da campanha salarial e comemorando a adesão dos trabalhadores da região metropolitana e agora do interior, vamos fechar a semana com chave de ouro. Amanhã faremos um churrasco para os trabalhadores, em frente do Complexo de Maruípe. O piquete continua se iniciando às 05:30 da manhã e o churrasco a partir das 11:00 horas. Alimentação e refrigerantes por conta da entidade. Informamos que não haverá bebida alcoólica e contamos com os trabalhadores para que o churrasco seja um secesso.

Acordos coletivos passam a valer até negociação seguinte

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) atendeu a uma história reivindicação do movimento sindical e divulgou na tarde desta sexta-feira (14) a alteração da súmula 277, que trata dos acordos coletivos, garantindo a chamada Ultratividade.

Com a modificação, as conquistas arrancadas em convenções ou acordos passam a vigorar até que novo termo seja negociado. Antes, eram válidas até a próxima data-base. Além disso, ao contrário do que definia o texto anterior, as condições passam a integrar os contratos individuais de trabalho.

A alteração é resultado de uma semana de alterações e cancelamentos de súmulas que o TST promoveu. Para conhecer o quadro completo, clique aqui.

Campanhas mais fortes
Segundo a secretária de Relações do Trabalho da CUT, Graça Costa, a modificação amplia o poder das campanhas salariais.

“Todos os anos, ao fazer as negociações, tínhamos que, primeiro, nos preocupar em garantir os avanços da campanha anterior. Com essa alteração, o foco total é avançar nos direitos, um grande alívio para nossas entidades”, disse.

Assessor jurídico da CUT, o advogado José Eymar Loguercio destaca ainda que a medida do TST atende à Constituição Federal.

“A Constituição de 1988 determina que as convenções mínimas estabelecidas nos acordos e convenções deveriam ser reconhecidas, mas havia resistência do Judiciário. Na condição anterior, os trabalhadores corriam risco, em períodos de inflexão maior, de sofrerem retrocessos porque não havia poder para manter”, expica.

Ainda de acordo com Graça, a luta agora é fazer com a modificação seja comprida.

“No Brasil, temos uma legislação bastante farta e avançada, comparada com outros países. Assim, na hora de fazer valer é preciso muita luta entre empregados e patrões. Esse deve ser mais um desafio que temos. Vamos lutar para que seja realmente efetiva e para que as categorias no segundo semestre já utilizem esse instrumento.”

Fonte: CUT Nacional

Nota do Bloco Minoritário

 

AOS SINDICATOS FILIADOS

AOS TRABALHADORES DOS CORREIOS

Companheiros (as), Companheir@s, conforme convocação (anexada) do Secretário Geral da FENTECT, o Sr. Edson Dorta, foi agendada uma reunião da Colegiada da FENTECT, para o dia de ontem (03/09/2012), com início previsto para as 09h. Esta reunião seria para, dentre outros pontos, debatermos a nossa campanha salarial em curso. Acontece que, depois de várias mudanças de horários, fomos surpreendidos por volta das 15h30min com a interlocução do Sr. Pedro Paulo, presidente do SINTECT/MG, licenciado para concorrer à prefeitura de Belo horizonte e da Sra. Anaí Caproni, diretora licenciada da federação para concorrer à prefeitura de São Paulo, ambos do PCO, para informar que não poderíamos iniciar a dita reunião, porque o grupo majoritário da Federação ainda se encontrava reunido.

Vale lembrar que ele, Sr. Pedro Paulo, não faz parte da direção da FENTECT. Surpreendeu-nos, também, a intenção do bloco majoritário da FENTECT, composto por dirigentes do PCO, MRL, INTERSINDICAL, ASS e dos sindicatos do AM, CE e PI, além de um membro do SINTECT/AL (atual diretor da FENTECT), querer que, além dos diretores efetivos, participassem também da reunião os suplentes e os candidatos do PCO acima citados, além de seus assessores e militantes que não fazem parte da categoria.

Repudiamos tal atitude de tentarem transformar a reunião de Colegiada em uma plenária do PCO. Ratificamos ainda, a nossa contrariedade à participação de pessoas alheias a FENTECT, nos seus colegiados. Até sabemos da falta de competência do Sr. Edson Dorta para conduzir a FENTECT, uma vez que este nunca dirigiu um sindicato, o que se reflete na falta de habilidade em conduzir os rumos de nossa data base. É certo que essa questão não justifica a postura desses “dirigentes”. Como não houve acordo, sugerimos que a reunião acontecesse no dia de hoje, com início às 09h00min. Fizemo-nos presentes no local e horário combinado e nos deparamos com um batalhão de pessoas para participar da Colegiada. Na oportunidade, indagamos ao Sr. Edson Dorta a possibilidade de fazermos a reunião conforme a convocatória, ou seja, com os 21 (vinte e um) diretores. Então aconteceu o inusitado, a candidata à prefeita de SP pelo PCO, descontrolada, proferindo palavras de baixo calão, falar que era do jeito que eles queriam ou nada. Infelizmente, diante dessa situação, tomamos uma atitude que não queríamos: Não participar, depois de três meses de espera, da primeira reunião de colegiada da FENTECT.

A atual conjuntura não está fácil. Não podemos confirmar, mas, há rumores de que foi feito um acordo, nos bastidores, entre os sindicatos de São Paulo, Rio de Janeiro, Bauru e Tocantins, além da FNTC e o PCO. Na realidade é estranho o que aqui vamos pontuar: Primeiro, a decisão de não participar do nosso congresso por parte dos sindicatos acima citados, que influenciou decisivamente no resultado político do 11º CONTECT e fez com que o PCO, com apoio do MRL, INTERSINDICAL, FNTC e dos sindicatos de AL, AM, CE e PI, passasse a ditar os rumos políticos da FENTECT e de nossa categoria. Segundo, a postura irresponsável do bloco majoritário da FENTECT, liderado pelo PCO, que sem habilidade em conduzir nossa campanha salarial, termina reforçando a tese dos SINTECT’s que se desfiliaram da FENTECT. Sabemos que algumas pessoas haverão de perguntar, mas como? Se eles ficam atacando os quatro sindicatos por terem saído da Federação?

Quanto a isto alertamos que o grupo majoritário também vive atacando a FNTC, porém, no nosso congresso o que assistimos foi esse bloco se cacifar através dos votos da FNTC, não é verdade? Fica a reflexão. Nós, do Bloco Atuação (ARTSIND, MSB, MTC e CTB), assistimos com tristeza sindicatos que outrora agiam com responsabilidade, mais precisamente os de Alagoas e Ceará, se sujeitarem a esse tipo de política. Serem garotos de recado do PCO. Lembramos que essa política não resgata a unidade do movimento, tão necessária para o sucesso das nossas batalhas. De outro lado temos muitas indagações por parte da categoria, se vamos ou não fazer alguma contraproposta para a empresa. A respeito deste tema, informamos que sempre que tivemos a oportunidade de conversar com algum dirigente da empresa, o que temos ouvido é que a ECT não vai abrir mão do Acórdão, instrumento que dá quatro anos de tranquilidade a ela. Salvo se houver da nossa parte compromisso de aceitarmos mudanças no Correios Saúde para que ele se adéqüe às Resoluções 158 e 268 da Agência Nacional de Saúde – ANS. Só que, até agora não nos falaram de forma clara quais alterações são pretendidas. Na verdade o que se tem de concreto é que há uma orientação governamental no sentido de reduzir custos com as estatais e o alvo é os planos de saúde. A ideia é de fazer com que os trabalhadores contribuam mensalmente e retirar o direito de incluir os pai e mãe na condição de dependentes. Como sabemos que dentre todos os benefícios, o nosso plano de saúde é o mais precioso, sugerimos cautela da nossa parte para não amargarmos um retrocesso em relação aos nossos benefícios. Reafirmamos o nosso compromisso de, em hipótese alguma, assinar qualquer acordo que proporcione mudanças prejudiciais à família ecetista no nosso plano de saúde.

Nesse sentido, orientamos aos sindicatos para em suas assembleias encaminharem o que segue: Ratificar o calendário de lutas, com indicativo de greve para o dia 25/09/2012, conforme aprovado no 11º CONTECT. Essa data, no nosso entendimento, reforça a possibilidade de uma campanha unificada com os bancários e petroleiros. Ano passado fizemos ações conjuntas com os bancários.

Além disso, nos dá mais tempo para intensificarmos as mobilizações e tempo para construirmos alternativas que nos leve a uma negociação positiva para os trabalhadores.

Saudações Sindicais,

 

José Rivaldo da Silva     

Sec. de Adm. e Finanças

Alexandre Takachi de Sá

Sec. de Assuntos Postais

Amanda Gomes Corsino

Sec. de Assuntos Previdenciários

Ana Zélia Almeida dos Santos

Sec. do Rio de Janeiro

Emerson Marcelo G. Marinho

Sec. de Habitação

Francisco da Silva Adão

Sec. de Assuntos Raciais

Maximiliano Velazques Filho

Sec. de Rel. Internacionais

Paulo André N. da Silva

Sec. de Assuntos Socioeconômicos

Reginaldo Chaves de Alcântara

Sec. de Saúde do Trabalhador

Robson Luiz Pereira Neves

Sec. de Anistia