Falta de interesse da ECT poderá culminar na maior greve dos últimos anos

Empresa não apresentou nada até agora e trabalhadores de todo país se mobilizam para greve.

Passadas as primeiras rodadas de negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT 2015/16), a direção da ECT se mantém irredutível e demonstra interesse apenas na manutenção ou reedição das cláusulas do acordo. Ainda antes de iniciar a nova rodada, o Comando Nacional de Mobilização e Negociação da FENTECT solicitou urgência nos esclarecimentos a cerca do pagamento da PLR, do lançamento de concursos públicos e sobre a reestruturação dos Correios.

Os trabalhadores querem a garantia do emprego e um plano de saúde decente, com cobertura ampliada. Reivindicam, também, a gestão transparente e honesta do fundo de pensão, salários dignos, com reposição das perdas e aumento real, respeito e melhores condições de trabalho, concursos públicos por tempo indeterminado, com direitos igualitários. Para nós trabalhadores, é fundamental a manutenção do caráter público dos Correios, com fortalecimento da empresa na oferta de serviços de qualidade que garantam a entrega porta a porta durante toda a semana e em todos os municípios brasileiros.

Com base nos relatórios do Comando Nacional de Negociação, ficam visíveis os efeitos da reestruturação da empresa. Além disso, as informações destacam o esvaziamento das diretorias regionais e CTCE’s, dificultando as resoluções dos problemas locais, o que coloca os empregos dos trabalhadores em risco. O Comando alerta que a intenção da ECT é reduzir o número de carteiros, além de instituir regimes de trabalho, como com o CDD Virtual, que sobrecarregam os empregados, tem como objetivo eliminar toda atividade não monopolística, com o repasse das funções às subsidiárias.

Mesmo assumindo que estudos identificam a necessidade de contratação de 15 mil trabalhadores, a empresa abre concurso para apenas 2 mil vagas, da quais, 800 vagas serão nos três grandes centros de tratamento de cartas e encomendas – Cajamar, Campinas e CCI Curitiba. Para piorar a situação, o novo processo não prevê modelo de assistência à saúde semelhante ao dos já efetivados, nem contratação de novos atendentes.

Postal Saúde e Postalis são bandeiras constantes na luta da categoria. O déficit de R$ 5,6 milhões no fundo de pensão, com fechamento do plano BD, em 2005, e o saldamento obrigatório, em 2008.

No Espírito Santo é necessário a manutenção do estado de alerta, pois temos cadastro de reserva e a própria empresa reconhece a necessidade de quase 100 trabalhadores. As agências sem segurança e com péssima estrutura, assim como várias unidades de distribuição e o novo, inacabado e problemático Complexo em Viana demonstram a má vontade da empresa em manter o mínimo para um bom funcionamento. Além do sucateamento proposto pela reestruturação, gestores indiferentes a realidade capixaba determinam as ações e deliberações no estado. Contra a descentralização proposta pelas investidas da empresa, será necessário a construção de uma unidade ampla na categoria. Nos novos ciclos de setoriais e nas assembleias, a participação dos trabalhadores será fundamental.

O fim das negociações se aproxima e a empresa parece desejar a GREVE. Então vamos para cima dela!

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