Sindicato denuncia: trabalhadores são obrigados a permanecer em unidade durante reforma

Trabalhadores da UD Baixo Guandu, no Noroeste do estado, denunciaram na tarde desta quarta-feira (27) que durante a reforma do imóvel, estão sendo obrigados a trabalhar sob condições precárias no local. Sem água nos banheiros, ventilação e ar-condicionado e em meio a muita poeira, os trabalhadores se viram obrigados até mesmo a realizar o trabalho do lado de fora da unidade, pois muitos já estão com tosse alérgica e não dormem há dias, devido a problemas de saúde causados pela reforma.

A UD Baixo Guandu já é um caso antigo de problemas, pois ainda em 2012 o SINTECT-ES cobrou melhores condições visto que o prédio estava caindo aos pedaços. Somente em 2014 a empresa se prontificou a realizar melhorias, mas dois anos depois, isto é, recentemente, começou a fazer um “puxadinho” para ampliação de um imóvel que já está velho, o que só ameniza e mascara problemas maiores.

O SINTECT-ES se solidariza com os trabalhadores e afirma que já acionou o setor jurídico para cobrar da empresa esse verdadeiro caso de negligência. É absurdo que os setores responsáveis não tenham planejado devidamente a reforma para que os trabalhadores pudessem realizar suas atividades em outro local enquanto a obra não fosse concluída. O sindicato já comunicou à empresa que se reunirá com os trabalhadores da unidade amanhã para conversar e avaliar as medidas a serem tomadas.

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ECT deixa de pagar Hospital e trabalhadores ameaçam parar após suspensão de atendimento

 

Trabalhadores ecetistas do Norte do Espírito Santo estavam sem atendimento médico devido à falta de pagamento da empresa ao Hospital Rio Doce, situado em Linhares. No início do mês de maio deste ano o SINTECT-ES já havia informado a Postal Saúde sobre a suspensão e cobrado que os valores fossem devidamente repassados. No entanto, a operadora do plano alegou que realizaria uma auditoria, a qual terminou neste mês de julho e concluiu que os pagamentos bloqueados deveriam ser realizados.

Tudo estava acertado para que os pagamentos fossem normalizados a partir do dia 15 deste mês, mas o plano suspendeu mais uma vez informando que deveria alterar o cadastro junto ao banco devido à mudança na diretoria. Somente após a mobilização dos trabalhadores junto ao sindicato e ameaça de paralisação das atividades, a empresa acionou a Postal Saúde e em 48 horas o pagamento foi realizado.

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Durante reunião setorial realizada pelo sindicato na última semana, os trabalhadores decidiram pela paralisação caso o pagamento não fosse normalizado em até 48 horas

O atendimento já está normalizado, mas o SINTECT-ES ressalta a importância da denúncia para evitar situações de total negligência da ECT para com a saúde dos trabalhadores

NOTA DE REPÚDIO À DECLARAÇÃO DO PRESIDENTE DOS CORREIOS

O atual presidente da ECT, Guilherme Campos, em entrevista à rádio CBN na manhã desta terça-feira (05) e em mensagem publicada no informativo interno “Primeira Hora”, culpabiliza os trabalhadores pela atual crise que, segundo ele, a ECT está enfrentando.

Fomos surpreendidos com declarações de quem desconhece as atividades desta empresa e que usa o índice de absenteísmo (reflexo das más condições de trabalho, falta de efetivo e assédio cometidos pela própria empresa) como responsável pela crise que sabemos bem ser consequência da má gestão e interesses próprios e privatistas de setores internos e externos da empresa.

CARTEIRO

Repudiamos as inverdades e o despreparo de Guilherme Campos, que demonstra desconhecimento do que é o correio público, além de não ser digno de estar à frente de nossa empresa que é mantida há mais de 350 anos graças aos esforços de seus trabalhadores.

Leia abaixo a declaração de Guilherme Campos à Rádio CBN:

“Bom dia, pessoal.

Tenho ouvido e recebido inúmeras informações sobre os Correios, além de visitar diversas agências e unidades de logística em todo o Brasil. Posso dizer, com convicção: apesar do momento delicadíssimo da empresa, a solução está dentro dos Correios. Mas depende de uma mudança de atitude de todos os seus trabalhadores.

A baixa qualidade atual de nossos serviços compromete todos os nossos resultados. Precisamos sanar diversos problemas, como por exemplo, as faltas ao serviço. Temos um grande desafio para pensar conjuntamente, que é o período de Acordo Coletivo de Trabalho. Os efeitos de uma possível paralisação serão altamente prejudiciais para a empresa. Portanto, no que depender de nós, todos os esforços serão feitos para chegarmos ao acordo possível.
Estamos todos no mesmo barco e única saída é remarmos na mesma direção. Vamos ao trabalho e boa semana a todos.”

Guilherme Campos