Representantes do SINTECT-ES participam da 15ª Plenária Estadual da CUT-ES

Etapa fundamental que antecede a grande plenária nacional da Central Única dos Trabalhadores, a 15ª Plenária da CUT-ES aconteceu nos últimos dias 14 a 16 de julho em Nova Almeida, no município de Serra. Durante os três dias foram realizados debates sobre a atual conjuntura política e os desafios da classe trabalhadora no Espírito Santo e no restante do Brasil.

Em um momento turbulento como o que vive o povo brasileiro, fatidicamente na semana em que foi aprovada a reforma trabalhista perversa proposta pelo governo Temer, este foi um dos temas mais discutidos, bem como suas consequências para o movimento sindical e a vida dos trabalhadores.

A plenária estadual da CUT é um momento de intensa democratização da discussão das questões trabalhistas e da própria central, pois é quando se dá a deliberação da pauta e a tiragem de delegados para a etapa nacional. Os representantes do SINTECT-ES também apresentaram uma nota contra a privatização dos Correios que foi aprovada pelos demais participantes.

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Representantes do SINTECT-ES na 15ª Plenária da CUT-ES

Leia a íntegra da nota:

CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DOS CORREIOS – POR UMA EMPRESA PÚBLICA E DE QUALIDADE PARA O POVO BRASILEIRO

Desde que assumiu o país para implementar seu projeto perverso de destruição do Estado Social, o governo golpista defende a privatização de empresas públicas. Os Correios, estatal com mais de 350 anos de serviços prestados ao povo brasileiro têm sido então atacado de todas as maneiras, interna e externamente com declarações dos nomeados de Temer que desejam fazer crer que é uma empresa ultrapassada e que sua “modernização” deveria passar pela entrega de um patrimônio nacional à iniciativa privada.

Sob o comando aventureiro indicado por Temer e Kassab (e, portanto, tão ilegítimo quanto), os Correios estão ameaçados e isso pode significar uma ameaça a todos os brasileiros, pois os Correios prestam não apenas serviços postais, mas a imprescindível função de integração nacional. Presente em todos os municípios do país, os Correios muitas vezes exerce o papel do próprio Estado, sendo a agência onde o aposentado recebe seu salário ou o cidadão consegue enviar e receber correspondências, encomendas e documentos.

Entregar os Correios para o capital financeiro é entregar também a segurança nacional aos interesses do lucro e dos que não tem apreço pelo desenvolvimento do Brasil. Afinal, não haverá garantia de bons serviços, preços justos, tampouco respeito à soberania nacional, caso se quebre o monopólio da atividade postal e empresas estrangeiras passem a explorar o setor.

Por isso, reivindicamos um Correio Público, a serviço do povo e do Brasil. Contra os interesses dos exploradores e entreguistas que querem a cada dia dar um novo golpe em nosso país. Conclamamos todos os trabalhadores a defender o patrimônio brasileiro e gritar em bom som: o Correio é nosso!

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