NOTA DO SINTECT-ES SOBRE A AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO DO PLANO DE SAÚDE DOS ECETISTAS

 


NOTA AUDIÊNCIA PLANOA audiência de conciliação realizada na tarde de ontem (22) em Brasília apresentou poucas surpresas. O ministro do TST que mediou a audiência se limitou a repetir a proposta anterior, acrescentando novos itens que continuam confusos. A FENTECT já havia pedido esclarecimentos e a confusão parece ser proposital, visto que o prazo dado para a resposta também é curto. Temos, portanto, um imenso desafio se quisermos defender o nosso plano de saúde.

O primeiro ponto que torna legítima a resistência à proposta é o não cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho por parte da ECT. Desde o início de 2017 a empresa vem travando a luta contra o plano de saúde, mas ao mesmo tempo em que cobra dos trabalhadores, se nega a apresentar dados reais sobre a situação financeira. Segundo a FENTECT, as despesas com o plano de saúde equivalem apenas a 10% do faturamento dos Correios. Se a empresa se opõe a isso é preciso colocar de vez as cartas na mesa para que a negociação seja justa.

A proposta também afeta principalmente a maior parte dos trabalhadores que recebem os menores salários, o que a torna completamente perversa. O pagamento de mensalidade com limitação de dependentes e uma coparticipação comprometerá boa parte dos rendimentos dos trabalhadores. Não é justo que quem mais precisa do plano, que já sofre com a defasagem de seu salário, veja o que lhe resta de dinheiro indo para despesas que deveriam ser parte do compromisso da empresa com a saúde do trabalhador.

Além disso é preciso reafirmar que a entrega do plano de saúde pode significar a pavimentação de um caminho sem volta: a privatização. Não podemos ficar de braços cruzados enquanto nos jogam num futuro de incertezas.

Em um momento de crise institucional como o que vivemos no Brasil, não há com quem contar ou que esperar. A ECT tentou de todas as formas realizar manobras que desagregassem e confundissem a categoria. Atrasou as negociações na última campanha salarial, ameaçou e perseguiu. Cabe aos trabalhadores desempenharem sua função de classe se opondo a tudo que ataque seus direitos e conquistas.

Conclamamos todos os ecetistas capixabas a seguirem a orientação da federação e REJEITAREM a proposta de custeio do plano que onera os trabalhadores, retira os pais e mães do plano, mas mantém intactos os privilégios de Guilherme Campos e sua turma.

Todos na assembleia do dia 01 de março no SINTRACONST-ES para REJEITARMOS essa proposta absurda e deliberarmos pela GREVE por tempo indeterminado a partir das 0h do dia 12/03/2018 em defesa do plano de saúde.

Quando a situação é grave a solução é greve!