Trabalhadores da UD Venda Nova deflagram greve por tempo indeterminado

Depois de quase dois anos esperando mudanças na unidade de Venda Nova do Imigrante, os trabalhadores decidiram cruzar os braços na manhã desta quarta-feira (31). A paralisação por tempo indeterminado se tornou necessária depois de esgotadas todas as possibilidades de diálogo com a empresa que não respondeu aos anseios dos trabalhadores e ainda prorrogou o prazo para respostas que seria no último dia 15.

Greve Venda Nova

Trabalhadores da unidade resolveram cruzar os braços na manhã desta quarta-feira (31)

Os trabalhadores da unidade solicitavam mudanças nas estruturas do imóvel a fim de garantir segurança e melhores condições de trabalho. A ECT, no entanto, não se comprometeu em momento algum a atender as reivindicações e ainda alegou que devido ao grande volume de demandas no estado, só em dezembro pontuarão os problemas de cada unidade para ver o que pode ser feito.

O SINTECT-ES lamenta a falta de respostas e disposição da ECT para resolver os problemas da UD Venda Nova. O sindicato estará ao lado dos trabalhadores para que todos sejam ouvidos e as medidas sejam tomadas até as últimas consequências. Um local de trabalho seguro é direito de todo trabalhador e os Correios tem o dever de garantir dignidade ao seu quadro de funcionários.

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COMUNICADO

SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS DE CORREIOS, PRESTADORAS DE SERVIÇOS POSTAIS, TELEGRÁFICOS, ENCOMENDAS E SIMILARES DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO – SINTECT/ES, CNPJ: 28.521.474.0001/06.

O Presidente do SINTECT-ES, no uso de suas atribuições legais e estatutárias, informa a população do município de Venda Nova do Imigrante que conforme assembleia realizada em 10 de outubro de 2018 às 07h 30min em frente à unidade de Distribuição do município, sito a Av. Domingos Perim, 119 – Venda Nova do Imigrante – ES, foi deliberado pelos trabalhadores que caso a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT não apresente soluções e providências para resolver os diversos problemas estruturais existentes no imóvel, conforme comunicado a empresa nos ofícios 180/2018 e 190/2018, os trabalhadores poderão deflagrar greve por tempo indeterminado a partir das 00h 00mim do dia 31 de outubro de 2018. Comunicamos que será realizada nova assembleia em frente à unidade no dia 30/10/2018 a partir das 16h 30min em primeira convocação e trinta minutos depois em segunda convocação.

 

Vitória, 27 de outubro de 2018

Fischer Marcelo Moreira dos Santos

Presidente – SINTECT/ES

 

ELEIÇÃO DECIDIRÁ O FUTURO DOS CORREIOS

A eleição para presidente do próximo domingo (28) decidirá se os Correios continuarão existindo ou fecharão as portas de vez. Não é alarmismo. O que tem sido falado pelos representantes dos trabalhadores não se trata mais de mera análise conjuntural. São os próprios candidatos que, ao defenderem suas posições sobre a estatal, se comprometeram de maneira antagônica sobre o assunto.

O candidato Fernando Haddad se comprometeu a não privatizar a ECT, por considera-la estratégica para o Brasil. Disse ainda que quer discutir como torná-la mais eficiente e moderna. Jair Bolsonaro (PSL), por outro lado, já disse que a privatização ou até mesmo a extinção dos Correios é a única saída para a empresa.

Em outras palavras: os votos dos trabalhadores dos Correios que desejam manter seus empregos e o sustento de suas famílias deve ser no único candidato que pretende manter esta empresa: Fernando Haddad. Não se trata de preferência partidária ou ideologia, a questão é óbvia demais para ser desprezada. No entanto, não faltam motivos para que os ecetistas não votem em Jair Bolsonaro.43087704_563812644054368_1659245925320787922_n

Paulo Guedes, guru e já anunciado Ministro da Fazenda de Bolsonaro, é investigado por fraude nos Fundos de Pensão de diversas estatais, entre os quais o Postalis. Então é evidente que a privatização ou extinção propostas pelo candidato do PSL são convenientes. Assim, ele não carregará consigo a necessidade de discutir a recuperação do plano e da aposentadoria que a categoria tem direito.

Há evidências de fraude no Postalis, de má gestão nos Correios, mas a que custo é possível corrigir isso? De mais desemprego, arrocho salarial, corte de direitos? Ou vamos cobrar de quem é responsável que não apenas busque soluções, mas que ouça os trabalhadores?

Bolsonaro, além de repetir preconceitos e tratar entidades sindicais com desprezo, já demonstrou ser autoritário. Não haverá diálogo sequer para debater um plano de demissão decente. Este posicionamento não trata portanto de partidarismo, mas de coerência. É dever deste sindicato defender que os trabalhadores dos Correios continuem existindo para servir ao povo brasileiro e não ao interesse de meia dúzia de empresários. É um dever ainda maior defender a democracia e o diálogo, para que todos os trabalhadores possam reivindicar seus direitos.

O SINTECT-ES orienta que toda a base ecetista capixaba tome lado na luta por uma empresa pública e de qualidade que respeite seus trabalhadores e não ataque direitos conquistados com sangue, suor e lágrimas.

Trabalhadores da UD Venda Nova aprovam estado de greve

Os trabalhadores dos Correios e Venda Nova do Imigrante aprovaram na manhã desta quarta-feira (10) o estado de greve. Após mais de um ano reivindicando melhores condições na estrutura da unidade e sem respostas da ECT quanto à situação do imóvel. A empresa até alega ter criado o CDD Centralizador no município, mas mesmo assim não consegue estabelecer um prazo para a locação e um novo espaço.

Estado de Greve Venda Nova

Assembleia dos Trabalhadores dos Correios de Venda Nova do Imigrante aprovou o estado de greve

Com a dificuldade e, inclusive,  tentativa de supressão do acompanhamento do sindicato, os trabalhadores podem parar a qualquer momento. Até mesmo a assembleia realizada hoje se deveu a não autorização de reunião setorial no interior da empresa, levando os trabalhadores e diretores do SINTECT-ES ao entendimento de que o diálogo não tem sido o suficiente neste caso.

 

 

 

ECT convida o sindicato para reunião, mas não apresenta soluções

Diante da iminente paralisação em Venda Nova, a empresa convocou uma reunião para a parte da tarde e convidou o sindicato, que se prontificou a comparecer com os seis ofícios enviados anteriormente desde maio de 2017.

A discussão, no entanto, não foi proveitosa. Alegando burocracia e falta de recursos, os responsáveis não se comprometeram com as mudanças e pouco devem sanar as reivindicações dos trabalhadores.

O SINTECT-ES estuda uma forma de resolver a situação, inclusive juridicamente, mas orienta aos trabalhadores que se mantenham mobilizados caso seja necessário paralisar as atividades.