Contra a retirada de direitos: pauta de reivindicações busca avanços e consolidação do que já conquistamos

Não é apenas o eixo econômico que deve ser discutido em uma campanha salarial. Apesar do nome, a cada ano diversas cláusulas são incorporadas à pauta de reivindicações e evidenciam que além do salário, os trabalhadores lutam por melhores condições de vida e trabalho. Durante o período de campanha o debate pode ou não culminar em acordo com a empresa e muitas delas já se tornaram verdadeiras bandeiras da categoria.

No entanto, durante as primeiras reuniões de negociação, a ECT já mostrou que o discurso de déficit e crise também será usado para justificar a retirada de direitos já conquistados. A empresa propôs a exclusão da cláusula do vale-alimentação em caso de afastamento e do RI para motorizados, fim da entrega matutina, fim do parcelamento de férias e do anuênio e exclusão do vale-extra no fim do ano, entre outras.

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A pauta de reivindicações foi entregue no dia 26 de julho, mas até o momento não houve muitos avanços nas negociações Foto: Fentect

Conheça algumas cláusulas aprovadas no último CONREP que estão sendo discutidas para que possamos lutar por mais avanços para a categoria:

  • Cláusula 06 – Garante a liberação do (a) trabalhador (a) estudante para cumprir estágio fora da empresa e/ou apresentar TCC/Monografia/Tese.
  • Cláusula 08 – Encarrega a ECT da doação de terrenos para a construção de complexos habitacionais em parceria com bancos públicos para aquisição da casa própria com desconto em folha.
  • Cláusula 09 – Garante repouso ou licença remunerada na data de aniversário (01 dia); 03 meses a cada 05 anos trabalhados; em caso de casamento ou união estável (hétero ou homoafetiva) e em caso de falecimento de parentes de até terceiro grau (15 dias); licença-paternidade (30 dias).
  • Cláusula 11 – Eleições diretas para supervisores, chefes, diretores regionais e diretoria central da empresa (incluindo presidente) com o objetivo de democratizar e fortalecer a instituição diante dos empregados e da sociedade.
  • Cláusula 38 – Institui volume máximo de 20kg a ser transportado pelo motociclista; o volume deve possibilitar que a tampa do baú permaneça fechada.
  • Cláusula 43 – Extinção da DDA e fim da certificação e das metas abusivas; fim da Triagem com Efetivo Dedicado (TED), da Otimização das Atividades Internas (OAI) e do uso do SGDO como ponto eletrônico. Garantia da entrega pela manhã e proibição de mais de um distrito por dia.
  • Cláusula 46 – A ECT terá que arcar com todos os custos de manutenção da frota de veículos, a qual realizará constantemente, retirando de circulação imediata os veículos assim que forem comunicados seus problemas.
  • Cláusula 52 – Aquisição de máquinas detectoras de cédulas falsas e de contagem de cédulas; fim do PROTER; garantia de descanso de 10 minutos a a cada 50 minutos trabalhados pelos atendentes; recolhimento dos numerários feito somente por carro-forte ou serviço especializado da ECT.
  • Cláusula 59 – Concessão de vale-combustível/ ticket car no valor mínimo de R$774,01 aos trabalhadores que utilizarem condução própria em substituição ao vale-transporte, conforme opção do trabalhador.
  • Cláusula 74 – Incorporação total da Gratificação de Incentivo à Produtividade (GIP) e antecipação de R$50,00 previstos para Janeiro de 2017 referentes à Gratificação do Acordo Coletivo de Trabalho 2015/2016 (GACT).
  • Cláusula 77 – Restaurará, com efeito retroativo, o pagamento do Adicional de Atividade de Distribuição e Coleta (AADC) aos carteiros motorizados, bem como efetuará o pagamento do adicional de periculosidade.
  • Cláusula 78 – Garantirá gratificação isonômica aos trabalhadores que ocupam uma mesma função, calculando pela de maior valor pago atualmente.
  • Cláusula 79 – O valor das diárias pagas a serviço deve ser de R$98,00 para todos os empregados, sem distinção ou condicionamento ao salário; o trabalhador deve ser previamente avisado quando for deslocado do seu setor de trabalho e receberá as diárias com, no mínimo, 72 horas de antecedência e, no máximo 24 horas após o deslocamento em caso de emergência.
  • Cláusula 87 – A ECT garantirá o pagamento de 1,5 bilhão a título de PLR linear referentes aos R$ 6 bilhões repassados à União.
  • Cláusula 93 – Extinção do PCCS 2008, fim do excesso de produtividade imposto, reparação do poder de compra e garantia da progressão de carreira com a criação de um novo plano que atenda totalmente os trabalhadores.

Precisamos nos manter atentos e fortes para evitar que mais uma vez quem mantém essa empresa de pé pague a conta.

Por nenhum direito a menos e por mais conquistas!

NÃO VAI TER ARREGO!

SINTECT-ES busca apoio de parlamentares capixabas contra a privatização

Na tarde da última terça-feira (23), o presidente do SINTECT-ES Fischer Marcelo se reuniu com o deputado estadual Nunes na Assembleia Legislativa do Espírito Santo para levar algumas demandas da categoria.

O deputado, que já foi presidente da CUT no estado, se mostrou receptivo quanto à construção de uma frente que envolva parlamentares em defesa do correio público e de qualidade.

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Fischer Marcelo, presidente do SINTECT-ES, se reuniu com o deputado estadual Nunes 

Cientes das limitações, uma vez que os deputados estaduais não podem interferir diretamente, como votando ou pressionando lideranças federais, o sindicato busca articular debates e audiências públicas que coloquem a privatização no centro das discussões com a população e as lideranças para barrar este e outros projetos que ameacem os direitos dos trabalhadores.

Sindicato cobra GERAE sobre problemas operacionais no estado

Diretores do SINTECT-ES estiveram reunidos na quarta-feira (17) da última semana com a Gerência de Atividades Externas. Durante a reunião foram discutidos problemas operacionais e estruturais em unidades do Espírito Santo, além de situações específicas como a falta de efetivo e a OAI.

O sindicato pediu novamente a extinção da OAI, sobretudo por sobrecarregar os trabalhadores e se mostrar como um péssimo modelo já que todos saem perdendo, uma vez que tem gerado atraso nas entregas.

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Problemas operacionais e estruturais foram discutidos

Os diretores também aproveitaram para discutir e entregar uma pauta com as reivindicações dos trabalhadores de diversas unidades e cobrar um posicionamento da empresa para que as soluções sejam acertadas.

Reunião de sindicatos cutistas define apoio à luta contra a privatização dos Correios

Em reunião realizada nesta segunda-feira (25) presidentes de diversos sindicatos cutistas debateram a mobilização para a construção de uma greve geral e definiram apoio à luta contra a privatização dos Correios e demais setores e estatais ameaçadas, como bancos públicos, portos e a Cesan.

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Reunião definiu apoio à luta contra a privatização dos Correios

A discussão se estendeu também sobre os projetos de lei que vêm ameaçando os direitos dos trabalhadores e devem ser combatidos com afinco e unidade. Para Fischer Marcelo, presidente do SINTECT-ES, a luta contra a privatização pode ser o pontapé inicial para a greve geral, uma vez que unifica pautas como o combate à terceirização, perda de direitos e a prevalência do negociado sobre o legislado que visa sucatear de vez a CLT.

Sindicato denuncia: trabalhadores são obrigados a permanecer em unidade durante reforma

Trabalhadores da UD Baixo Guandu, no Noroeste do estado, denunciaram na tarde desta quarta-feira (27) que durante a reforma do imóvel, estão sendo obrigados a trabalhar sob condições precárias no local. Sem água nos banheiros, ventilação e ar-condicionado e em meio a muita poeira, os trabalhadores se viram obrigados até mesmo a realizar o trabalho do lado de fora da unidade, pois muitos já estão com tosse alérgica e não dormem há dias, devido a problemas de saúde causados pela reforma.

A UD Baixo Guandu já é um caso antigo de problemas, pois ainda em 2012 o SINTECT-ES cobrou melhores condições visto que o prédio estava caindo aos pedaços. Somente em 2014 a empresa se prontificou a realizar melhorias, mas dois anos depois, isto é, recentemente, começou a fazer um “puxadinho” para ampliação de um imóvel que já está velho, o que só ameniza e mascara problemas maiores.

O SINTECT-ES se solidariza com os trabalhadores e afirma que já acionou o setor jurídico para cobrar da empresa esse verdadeiro caso de negligência. É absurdo que os setores responsáveis não tenham planejado devidamente a reforma para que os trabalhadores pudessem realizar suas atividades em outro local enquanto a obra não fosse concluída. O sindicato já comunicou à empresa que se reunirá com os trabalhadores da unidade amanhã para conversar e avaliar as medidas a serem tomadas.

ECT deixa de pagar Hospital e trabalhadores ameaçam parar após suspensão de atendimento

 

Trabalhadores ecetistas do Norte do Espírito Santo estavam sem atendimento médico devido à falta de pagamento da empresa ao Hospital Rio Doce, situado em Linhares. No início do mês de maio deste ano o SINTECT-ES já havia informado a Postal Saúde sobre a suspensão e cobrado que os valores fossem devidamente repassados. No entanto, a operadora do plano alegou que realizaria uma auditoria, a qual terminou neste mês de julho e concluiu que os pagamentos bloqueados deveriam ser realizados.

Tudo estava acertado para que os pagamentos fossem normalizados a partir do dia 15 deste mês, mas o plano suspendeu mais uma vez informando que deveria alterar o cadastro junto ao banco devido à mudança na diretoria. Somente após a mobilização dos trabalhadores junto ao sindicato e ameaça de paralisação das atividades, a empresa acionou a Postal Saúde e em 48 horas o pagamento foi realizado.

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Durante reunião setorial realizada pelo sindicato na última semana, os trabalhadores decidiram pela paralisação caso o pagamento não fosse normalizado em até 48 horas

O atendimento já está normalizado, mas o SINTECT-ES ressalta a importância da denúncia para evitar situações de total negligência da ECT para com a saúde dos trabalhadores

NOTA DE REPÚDIO À DECLARAÇÃO DO PRESIDENTE DOS CORREIOS

O atual presidente da ECT, Guilherme Campos, em entrevista à rádio CBN na manhã desta terça-feira (05) e em mensagem publicada no informativo interno “Primeira Hora”, culpabiliza os trabalhadores pela atual crise que, segundo ele, a ECT está enfrentando.

Fomos surpreendidos com declarações de quem desconhece as atividades desta empresa e que usa o índice de absenteísmo (reflexo das más condições de trabalho, falta de efetivo e assédio cometidos pela própria empresa) como responsável pela crise que sabemos bem ser consequência da má gestão e interesses próprios e privatistas de setores internos e externos da empresa.

CARTEIRO

Repudiamos as inverdades e o despreparo de Guilherme Campos, que demonstra desconhecimento do que é o correio público, além de não ser digno de estar à frente de nossa empresa que é mantida há mais de 350 anos graças aos esforços de seus trabalhadores.

Leia abaixo a declaração de Guilherme Campos à Rádio CBN:

“Bom dia, pessoal.

Tenho ouvido e recebido inúmeras informações sobre os Correios, além de visitar diversas agências e unidades de logística em todo o Brasil. Posso dizer, com convicção: apesar do momento delicadíssimo da empresa, a solução está dentro dos Correios. Mas depende de uma mudança de atitude de todos os seus trabalhadores.

A baixa qualidade atual de nossos serviços compromete todos os nossos resultados. Precisamos sanar diversos problemas, como por exemplo, as faltas ao serviço. Temos um grande desafio para pensar conjuntamente, que é o período de Acordo Coletivo de Trabalho. Os efeitos de uma possível paralisação serão altamente prejudiciais para a empresa. Portanto, no que depender de nós, todos os esforços serão feitos para chegarmos ao acordo possível.
Estamos todos no mesmo barco e única saída é remarmos na mesma direção. Vamos ao trabalho e boa semana a todos.”

Guilherme Campos

AADC e adicional de periculosidade: 1ª audiência já tem data marcada

Como publicado recentemente, a ação coletiva movida pelo SINTECT-ES que solicita a cumulação de AADC e adicional de periculosidade se encontra atualmente na 1ª Vara do Trabalho de Vitória e terá sua primeira audiência realizada no dia 26 de outubro de 2016 às 10 horas.

Processo AADC

Quem quiser acompanhar o andamento pode acessar o site do Tribunal Regional do Trabalho do Espírito Santo e inserir o nº do processo: 0000924-53.2016.5.17.0001.