Sindicato cobra GERAE sobre problemas operacionais no estado

Diretores do SINTECT-ES estiveram reunidos na quarta-feira (17) da última semana com a Gerência de Atividades Externas. Durante a reunião foram discutidos problemas operacionais e estruturais em unidades do Espírito Santo, além de situações específicas como a falta de efetivo e a OAI.

O sindicato pediu novamente a extinção da OAI, sobretudo por sobrecarregar os trabalhadores e se mostrar como um péssimo modelo já que todos saem perdendo, uma vez que tem gerado atraso nas entregas.

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Problemas operacionais e estruturais foram discutidos

Os diretores também aproveitaram para discutir e entregar uma pauta com as reivindicações dos trabalhadores de diversas unidades e cobrar um posicionamento da empresa para que as soluções sejam acertadas.

Reunião de sindicatos cutistas define apoio à luta contra a privatização dos Correios

Em reunião realizada nesta segunda-feira (25) presidentes de diversos sindicatos cutistas debateram a mobilização para a construção de uma greve geral e definiram apoio à luta contra a privatização dos Correios e demais setores e estatais ameaçadas, como bancos públicos, portos e a Cesan.

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Reunião definiu apoio à luta contra a privatização dos Correios

A discussão se estendeu também sobre os projetos de lei que vêm ameaçando os direitos dos trabalhadores e devem ser combatidos com afinco e unidade. Para Fischer Marcelo, presidente do SINTECT-ES, a luta contra a privatização pode ser o pontapé inicial para a greve geral, uma vez que unifica pautas como o combate à terceirização, perda de direitos e a prevalência do negociado sobre o legislado que visa sucatear de vez a CLT.

Sindicato denuncia: trabalhadores são obrigados a permanecer em unidade durante reforma

Trabalhadores da UD Baixo Guandu, no Noroeste do estado, denunciaram na tarde desta quarta-feira (27) que durante a reforma do imóvel, estão sendo obrigados a trabalhar sob condições precárias no local. Sem água nos banheiros, ventilação e ar-condicionado e em meio a muita poeira, os trabalhadores se viram obrigados até mesmo a realizar o trabalho do lado de fora da unidade, pois muitos já estão com tosse alérgica e não dormem há dias, devido a problemas de saúde causados pela reforma.

A UD Baixo Guandu já é um caso antigo de problemas, pois ainda em 2012 o SINTECT-ES cobrou melhores condições visto que o prédio estava caindo aos pedaços. Somente em 2014 a empresa se prontificou a realizar melhorias, mas dois anos depois, isto é, recentemente, começou a fazer um “puxadinho” para ampliação de um imóvel que já está velho, o que só ameniza e mascara problemas maiores.

O SINTECT-ES se solidariza com os trabalhadores e afirma que já acionou o setor jurídico para cobrar da empresa esse verdadeiro caso de negligência. É absurdo que os setores responsáveis não tenham planejado devidamente a reforma para que os trabalhadores pudessem realizar suas atividades em outro local enquanto a obra não fosse concluída. O sindicato já comunicou à empresa que se reunirá com os trabalhadores da unidade amanhã para conversar e avaliar as medidas a serem tomadas.

ECT deixa de pagar Hospital e trabalhadores ameaçam parar após suspensão de atendimento

 

Trabalhadores ecetistas do Norte do Espírito Santo estavam sem atendimento médico devido à falta de pagamento da empresa ao Hospital Rio Doce, situado em Linhares. No início do mês de maio deste ano o SINTECT-ES já havia informado a Postal Saúde sobre a suspensão e cobrado que os valores fossem devidamente repassados. No entanto, a operadora do plano alegou que realizaria uma auditoria, a qual terminou neste mês de julho e concluiu que os pagamentos bloqueados deveriam ser realizados.

Tudo estava acertado para que os pagamentos fossem normalizados a partir do dia 15 deste mês, mas o plano suspendeu mais uma vez informando que deveria alterar o cadastro junto ao banco devido à mudança na diretoria. Somente após a mobilização dos trabalhadores junto ao sindicato e ameaça de paralisação das atividades, a empresa acionou a Postal Saúde e em 48 horas o pagamento foi realizado.

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Durante reunião setorial realizada pelo sindicato na última semana, os trabalhadores decidiram pela paralisação caso o pagamento não fosse normalizado em até 48 horas

O atendimento já está normalizado, mas o SINTECT-ES ressalta a importância da denúncia para evitar situações de total negligência da ECT para com a saúde dos trabalhadores

NOTA DE REPÚDIO À DECLARAÇÃO DO PRESIDENTE DOS CORREIOS

O atual presidente da ECT, Guilherme Campos, em entrevista à rádio CBN na manhã desta terça-feira (05) e em mensagem publicada no informativo interno “Primeira Hora”, culpabiliza os trabalhadores pela atual crise que, segundo ele, a ECT está enfrentando.

Fomos surpreendidos com declarações de quem desconhece as atividades desta empresa e que usa o índice de absenteísmo (reflexo das más condições de trabalho, falta de efetivo e assédio cometidos pela própria empresa) como responsável pela crise que sabemos bem ser consequência da má gestão e interesses próprios e privatistas de setores internos e externos da empresa.

CARTEIRO

Repudiamos as inverdades e o despreparo de Guilherme Campos, que demonstra desconhecimento do que é o correio público, além de não ser digno de estar à frente de nossa empresa que é mantida há mais de 350 anos graças aos esforços de seus trabalhadores.

Leia abaixo a declaração de Guilherme Campos à Rádio CBN:

“Bom dia, pessoal.

Tenho ouvido e recebido inúmeras informações sobre os Correios, além de visitar diversas agências e unidades de logística em todo o Brasil. Posso dizer, com convicção: apesar do momento delicadíssimo da empresa, a solução está dentro dos Correios. Mas depende de uma mudança de atitude de todos os seus trabalhadores.

A baixa qualidade atual de nossos serviços compromete todos os nossos resultados. Precisamos sanar diversos problemas, como por exemplo, as faltas ao serviço. Temos um grande desafio para pensar conjuntamente, que é o período de Acordo Coletivo de Trabalho. Os efeitos de uma possível paralisação serão altamente prejudiciais para a empresa. Portanto, no que depender de nós, todos os esforços serão feitos para chegarmos ao acordo possível.
Estamos todos no mesmo barco e única saída é remarmos na mesma direção. Vamos ao trabalho e boa semana a todos.”

Guilherme Campos

AADC e adicional de periculosidade: 1ª audiência já tem data marcada

Como publicado recentemente, a ação coletiva movida pelo SINTECT-ES que solicita a cumulação de AADC e adicional de periculosidade se encontra atualmente na 1ª Vara do Trabalho de Vitória e terá sua primeira audiência realizada no dia 26 de outubro de 2016 às 10 horas.

Processo AADC

Quem quiser acompanhar o andamento pode acessar o site do Tribunal Regional do Trabalho do Espírito Santo e inserir o nº do processo: 0000924-53.2016.5.17.0001.

SINTECT-ES entrará com ação coletiva pela cumulação de AADC e adicional de periculosidade

A ação que propõe a cumulação do Adicional de Atividade de Distribuição e/ou Coleta Externa e o adicional de periculosidade para carteiros motorizados já vem sendo movida pela SINTECT-ES e por outros sindicatos de trabalhadores dos Correios por todo Brasil. Há, para o jurídico do sindicato, o entendimento de que uma remuneração não se confunde com a outra, podendo portanto serem cumulativas.

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No entanto, as ações que antes corriam individualmente agora darão lugar a uma ação coletiva que valerá para todos os trabalhadores motorizados do Espírito Santo. Sendo assim, aqueles que já preencheram os kits e deram entrada no processo não precisam se preocupar, pois tanto os seus quanto os demais processos serão incorporados nesta nova e única ação.

Eleição para o Conselho de Administração da ECT: segundo turno evidencia as diferenças entre os candidatos

Disputa será entre representantes da base e representantes dos administradores postais

Entre os dias 29 de abril e 09 de maio ocorreu o primeiro turno para a eleição do representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da ECT. Mesmo com os empregados tendo direito a escolher apenas um membro desse conselho a eleição é de extrema importância, já que além das informações sobre todas as transformações e decisões na empresa, o posicionamento deste representante também influencia as decisões jurídicas, pois a Justiça entende que há respaldo da categoria nas decisões do empregado eleito.

Diversas chapas participaram do processo no primeiro turno e após os resultados divulgados no último dia 10 a Chapa 03, dos representantes postais Marcos Cesar Alves (atual conselheiro que aprovou a reestruturação da ECT e a criação do PostalSaúde) e Barbosa e a Chapa 12, dos carteiros e atuais diretores da Fentect Emerson Marinho e Suzy Cristiny disputam a vaga em segundo turno.

A pouca divulgação somada à burocracia criada em torno do processo eleitoral e a chegada tardia das senhas levaram a um péssimo índice de participação, mas ainda assim é possível traçar o perfil dos candidatos que se enfrentam nesta nova etapa. Enquanto a Chapa 03 teve mais de 20% dos seus votos na Administração Central em Brasília, a Chapa 12 teve mais das metades de seus votos nos setores operacionais.

Em percentual o Espírito Santo manteve sua tradição como um dos estados mais participativos, sendo a sexta diretoria com o maior índice de participação. No segundo turno, que deve ocorrer entre 20 de junho e 04 de julho, a votação é feita com a mesma senha.

Encarte 2º Turno

Conheça as propostas da CHAPA 12

O SINTECT-ES avalia a importância de se contrapor ao projeto de desrespeito às conquistas trabalhistas defendida pela outra chapa e a necessidade de eleger representantes dos trabalhadores que defendam uma empresa 100% pública e bandeiras históricas da categoria. Portanto, o sindicato declara apoio e pede o voto de todos os ecetistas capixabas aos candidatos Emerson Marinho e Suzy Cristiny da Chapa 12.