Sindicato denuncia: ECT não explica o fechamento da AC Nova Almeida

Está previsto para o próximo dia 17 de outubro o fechamento da AC Nova Almeida, no município de Serra (ES). A alegação principal era de que os documentos do imóvel não estavam em dia, mas um novo local foi procurado e o sindicato teve acesso à nova documentação que estava totalmente de acordo com o solicitado pela ECT.

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Aviso de fechamento da unidade

Ainda assim a empresa tem arranjado desculpas e entraves para fechar a unidade, sem mais explicações, o que nos leva a crer que há interesses não mencionados neste processo, pois a AC Nova Almeida serve à toda a população do entorno e não deve encerrar as atividades porque entre outras justificativas a ECT alega déficit, algo que nunca foi a finalidade de uma empresa pública, pois ela deve ter responsabilidade social e não visar somente o lucro.

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Novo imóvel para onde a AC Nova Almeida deveria ser transferida, mas ECT não explicou porque manteve o fechamento

O SINTECT-ES exige explicações sobre o fechamento da unidade, bem como sobre a situação dos trabalhadores que deverão ser realocados e o motivo real pelo qual a agência não será levada para outro local, mesmo com todos os documentos conforme pedido da empresa.

Categoria aprova a proposta da empresa, mas mantém o estado de greve

Na assembleia desta quarta-feira (14) a categoria ecetista capixaba aprovou por ampla maioria de votos a contraproposta apresentada pela empresa na última semana. O reajuste de 9% – sendo 6% pago a partir de agosto e os outros 3% em fevereiro de 2017 – será aplicado ao salário e aos benefícios.

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Categoria aprovou a proposta e a manutenção do estado de greve

Com a presença de trabalhadores de todas as regiões do estado e de todos os setores (carteiros, atendentes, administrativo, OTTs…), a assembleia foi representativa e demonstrou a força da categoria ao aprovar também a manutenção do estado de greve, devido aos ataques ao plano de saúde e a ameaça de privatização que coloca em risco os postos de trabalho e as conquistas da categoria, bem como os Correios como patrimônio público brasileiro.

Acordo Coletivo 2016/2017: orientações da Federação

Mesmo após a divulgação de uma nova proposta, a FENTECT ainda aguardou que a ECT encaminhasse uma minuta a fim de oficializar as discussões sobre o Acordo Coletivo. Na noite de segunda-feira (12) a empresa enviou o documento e após algumas divergências tratadas em uma nova reunião, enviou outro documento com a proposta final no dia seguinte.

Clicando na imagem abaixo é possível visualizar a orientação dos representantes da Federação quanto à aceitação ou rejeição da proposta:

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EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA GERAL – SINTECT-ES

Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Correios Prestadora de Serviços Postais, Telegráficos, Encomendas e Similares do Estado do Espírito Santo, CNPJ: 28.521.474.0001/06.

O Presidente do SINTECT-ES, no uso das suas atribuições legais e estatutárias convoca todos os trabalhadores dos Correios do Estado do Espírito Santo, associados ou não para assembleia geral a realizar-se no dia 06 de setembro de 2016 no auditório do SINTRACONST-ES sito a Rua Pereira Pinto, 37- Centro- Vitória –ES às 18:00h em primeira convocação e trinta  minutos após em segunda convocação com qualquer número de presentes para deliberar sobre a seguinte pauta: 1- Avaliação e Deliberação da Proposta da Campanha salarial 2016/2017; 2-Manutenção do Estado de Greve com indicativo de Greve por tempo indeterminado a partir das 00h00min do dia 15 de setembro de 2016; 3- Informes Gerais. Esta instância tem poderes deliberativos e as decisões tomadas atingirão todos os integrantes da categoria profissional independente do comparecimento.

Vitória- ES, 02 de setembro de 2016.

Fischer Marcelo Moreira dos Santos

Presidente- SINTECT-ES

Contra a retirada de direitos: pauta de reivindicações busca avanços e consolidação do que já conquistamos

Não é apenas o eixo econômico que deve ser discutido em uma campanha salarial. Apesar do nome, a cada ano diversas cláusulas são incorporadas à pauta de reivindicações e evidenciam que além do salário, os trabalhadores lutam por melhores condições de vida e trabalho. Durante o período de campanha o debate pode ou não culminar em acordo com a empresa e muitas delas já se tornaram verdadeiras bandeiras da categoria.

No entanto, durante as primeiras reuniões de negociação, a ECT já mostrou que o discurso de déficit e crise também será usado para justificar a retirada de direitos já conquistados. A empresa propôs a exclusão da cláusula do vale-alimentação em caso de afastamento e do RI para motorizados, fim da entrega matutina, fim do parcelamento de férias e do anuênio e exclusão do vale-extra no fim do ano, entre outras.

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A pauta de reivindicações foi entregue no dia 26 de julho, mas até o momento não houve muitos avanços nas negociações Foto: Fentect

Conheça algumas cláusulas aprovadas no último CONREP que estão sendo discutidas para que possamos lutar por mais avanços para a categoria:

  • Cláusula 06 – Garante a liberação do (a) trabalhador (a) estudante para cumprir estágio fora da empresa e/ou apresentar TCC/Monografia/Tese.
  • Cláusula 08 – Encarrega a ECT da doação de terrenos para a construção de complexos habitacionais em parceria com bancos públicos para aquisição da casa própria com desconto em folha.
  • Cláusula 09 – Garante repouso ou licença remunerada na data de aniversário (01 dia); 03 meses a cada 05 anos trabalhados; em caso de casamento ou união estável (hétero ou homoafetiva) e em caso de falecimento de parentes de até terceiro grau (15 dias); licença-paternidade (30 dias).
  • Cláusula 11 – Eleições diretas para supervisores, chefes, diretores regionais e diretoria central da empresa (incluindo presidente) com o objetivo de democratizar e fortalecer a instituição diante dos empregados e da sociedade.
  • Cláusula 38 – Institui volume máximo de 20kg a ser transportado pelo motociclista; o volume deve possibilitar que a tampa do baú permaneça fechada.
  • Cláusula 43 – Extinção da DDA e fim da certificação e das metas abusivas; fim da Triagem com Efetivo Dedicado (TED), da Otimização das Atividades Internas (OAI) e do uso do SGDO como ponto eletrônico. Garantia da entrega pela manhã e proibição de mais de um distrito por dia.
  • Cláusula 46 – A ECT terá que arcar com todos os custos de manutenção da frota de veículos, a qual realizará constantemente, retirando de circulação imediata os veículos assim que forem comunicados seus problemas.
  • Cláusula 52 – Aquisição de máquinas detectoras de cédulas falsas e de contagem de cédulas; fim do PROTER; garantia de descanso de 10 minutos a a cada 50 minutos trabalhados pelos atendentes; recolhimento dos numerários feito somente por carro-forte ou serviço especializado da ECT.
  • Cláusula 59 – Concessão de vale-combustível/ ticket car no valor mínimo de R$774,01 aos trabalhadores que utilizarem condução própria em substituição ao vale-transporte, conforme opção do trabalhador.
  • Cláusula 74 – Incorporação total da Gratificação de Incentivo à Produtividade (GIP) e antecipação de R$50,00 previstos para Janeiro de 2017 referentes à Gratificação do Acordo Coletivo de Trabalho 2015/2016 (GACT).
  • Cláusula 77 – Restaurará, com efeito retroativo, o pagamento do Adicional de Atividade de Distribuição e Coleta (AADC) aos carteiros motorizados, bem como efetuará o pagamento do adicional de periculosidade.
  • Cláusula 78 – Garantirá gratificação isonômica aos trabalhadores que ocupam uma mesma função, calculando pela de maior valor pago atualmente.
  • Cláusula 79 – O valor das diárias pagas a serviço deve ser de R$98,00 para todos os empregados, sem distinção ou condicionamento ao salário; o trabalhador deve ser previamente avisado quando for deslocado do seu setor de trabalho e receberá as diárias com, no mínimo, 72 horas de antecedência e, no máximo 24 horas após o deslocamento em caso de emergência.
  • Cláusula 87 – A ECT garantirá o pagamento de 1,5 bilhão a título de PLR linear referentes aos R$ 6 bilhões repassados à União.
  • Cláusula 93 – Extinção do PCCS 2008, fim do excesso de produtividade imposto, reparação do poder de compra e garantia da progressão de carreira com a criação de um novo plano que atenda totalmente os trabalhadores.

Precisamos nos manter atentos e fortes para evitar que mais uma vez quem mantém essa empresa de pé pague a conta.

Por nenhum direito a menos e por mais conquistas!

NÃO VAI TER ARREGO!

SINTECT-ES busca apoio de parlamentares capixabas contra a privatização

Na tarde da última terça-feira (23), o presidente do SINTECT-ES Fischer Marcelo se reuniu com o deputado estadual Nunes na Assembleia Legislativa do Espírito Santo para levar algumas demandas da categoria.

O deputado, que já foi presidente da CUT no estado, se mostrou receptivo quanto à construção de uma frente que envolva parlamentares em defesa do correio público e de qualidade.

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Fischer Marcelo, presidente do SINTECT-ES, se reuniu com o deputado estadual Nunes 

Cientes das limitações, uma vez que os deputados estaduais não podem interferir diretamente, como votando ou pressionando lideranças federais, o sindicato busca articular debates e audiências públicas que coloquem a privatização no centro das discussões com a população e as lideranças para barrar este e outros projetos que ameacem os direitos dos trabalhadores.

Sindicato cobra GERAE sobre problemas operacionais no estado

Diretores do SINTECT-ES estiveram reunidos na quarta-feira (17) da última semana com a Gerência de Atividades Externas. Durante a reunião foram discutidos problemas operacionais e estruturais em unidades do Espírito Santo, além de situações específicas como a falta de efetivo e a OAI.

O sindicato pediu novamente a extinção da OAI, sobretudo por sobrecarregar os trabalhadores e se mostrar como um péssimo modelo já que todos saem perdendo, uma vez que tem gerado atraso nas entregas.

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Problemas operacionais e estruturais foram discutidos

Os diretores também aproveitaram para discutir e entregar uma pauta com as reivindicações dos trabalhadores de diversas unidades e cobrar um posicionamento da empresa para que as soluções sejam acertadas.

Reunião de sindicatos cutistas define apoio à luta contra a privatização dos Correios

Em reunião realizada nesta segunda-feira (25) presidentes de diversos sindicatos cutistas debateram a mobilização para a construção de uma greve geral e definiram apoio à luta contra a privatização dos Correios e demais setores e estatais ameaçadas, como bancos públicos, portos e a Cesan.

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Reunião definiu apoio à luta contra a privatização dos Correios

A discussão se estendeu também sobre os projetos de lei que vêm ameaçando os direitos dos trabalhadores e devem ser combatidos com afinco e unidade. Para Fischer Marcelo, presidente do SINTECT-ES, a luta contra a privatização pode ser o pontapé inicial para a greve geral, uma vez que unifica pautas como o combate à terceirização, perda de direitos e a prevalência do negociado sobre o legislado que visa sucatear de vez a CLT.

Sindicato denuncia: trabalhadores são obrigados a permanecer em unidade durante reforma

Trabalhadores da UD Baixo Guandu, no Noroeste do estado, denunciaram na tarde desta quarta-feira (27) que durante a reforma do imóvel, estão sendo obrigados a trabalhar sob condições precárias no local. Sem água nos banheiros, ventilação e ar-condicionado e em meio a muita poeira, os trabalhadores se viram obrigados até mesmo a realizar o trabalho do lado de fora da unidade, pois muitos já estão com tosse alérgica e não dormem há dias, devido a problemas de saúde causados pela reforma.

A UD Baixo Guandu já é um caso antigo de problemas, pois ainda em 2012 o SINTECT-ES cobrou melhores condições visto que o prédio estava caindo aos pedaços. Somente em 2014 a empresa se prontificou a realizar melhorias, mas dois anos depois, isto é, recentemente, começou a fazer um “puxadinho” para ampliação de um imóvel que já está velho, o que só ameniza e mascara problemas maiores.

O SINTECT-ES se solidariza com os trabalhadores e afirma que já acionou o setor jurídico para cobrar da empresa esse verdadeiro caso de negligência. É absurdo que os setores responsáveis não tenham planejado devidamente a reforma para que os trabalhadores pudessem realizar suas atividades em outro local enquanto a obra não fosse concluída. O sindicato já comunicou à empresa que se reunirá com os trabalhadores da unidade amanhã para conversar e avaliar as medidas a serem tomadas.