ECT deixa de pagar Hospital e trabalhadores ameaçam parar após suspensão de atendimento

 

Trabalhadores ecetistas do Norte do Espírito Santo estavam sem atendimento médico devido à falta de pagamento da empresa ao Hospital Rio Doce, situado em Linhares. No início do mês de maio deste ano o SINTECT-ES já havia informado a Postal Saúde sobre a suspensão e cobrado que os valores fossem devidamente repassados. No entanto, a operadora do plano alegou que realizaria uma auditoria, a qual terminou neste mês de julho e concluiu que os pagamentos bloqueados deveriam ser realizados.

Tudo estava acertado para que os pagamentos fossem normalizados a partir do dia 15 deste mês, mas o plano suspendeu mais uma vez informando que deveria alterar o cadastro junto ao banco devido à mudança na diretoria. Somente após a mobilização dos trabalhadores junto ao sindicato e ameaça de paralisação das atividades, a empresa acionou a Postal Saúde e em 48 horas o pagamento foi realizado.

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Durante reunião setorial realizada pelo sindicato na última semana, os trabalhadores decidiram pela paralisação caso o pagamento não fosse normalizado em até 48 horas

O atendimento já está normalizado, mas o SINTECT-ES ressalta a importância da denúncia para evitar situações de total negligência da ECT para com a saúde dos trabalhadores

NOTA DE REPÚDIO À DECLARAÇÃO DO PRESIDENTE DOS CORREIOS

O atual presidente da ECT, Guilherme Campos, em entrevista à rádio CBN na manhã desta terça-feira (05) e em mensagem publicada no informativo interno “Primeira Hora”, culpabiliza os trabalhadores pela atual crise que, segundo ele, a ECT está enfrentando.

Fomos surpreendidos com declarações de quem desconhece as atividades desta empresa e que usa o índice de absenteísmo (reflexo das más condições de trabalho, falta de efetivo e assédio cometidos pela própria empresa) como responsável pela crise que sabemos bem ser consequência da má gestão e interesses próprios e privatistas de setores internos e externos da empresa.

CARTEIRO

Repudiamos as inverdades e o despreparo de Guilherme Campos, que demonstra desconhecimento do que é o correio público, além de não ser digno de estar à frente de nossa empresa que é mantida há mais de 350 anos graças aos esforços de seus trabalhadores.

Leia abaixo a declaração de Guilherme Campos à Rádio CBN:

“Bom dia, pessoal.

Tenho ouvido e recebido inúmeras informações sobre os Correios, além de visitar diversas agências e unidades de logística em todo o Brasil. Posso dizer, com convicção: apesar do momento delicadíssimo da empresa, a solução está dentro dos Correios. Mas depende de uma mudança de atitude de todos os seus trabalhadores.

A baixa qualidade atual de nossos serviços compromete todos os nossos resultados. Precisamos sanar diversos problemas, como por exemplo, as faltas ao serviço. Temos um grande desafio para pensar conjuntamente, que é o período de Acordo Coletivo de Trabalho. Os efeitos de uma possível paralisação serão altamente prejudiciais para a empresa. Portanto, no que depender de nós, todos os esforços serão feitos para chegarmos ao acordo possível.
Estamos todos no mesmo barco e única saída é remarmos na mesma direção. Vamos ao trabalho e boa semana a todos.”

Guilherme Campos

AADC e adicional de periculosidade: 1ª audiência já tem data marcada

Como publicado recentemente, a ação coletiva movida pelo SINTECT-ES que solicita a cumulação de AADC e adicional de periculosidade se encontra atualmente na 1ª Vara do Trabalho de Vitória e terá sua primeira audiência realizada no dia 26 de outubro de 2016 às 10 horas.

Processo AADC

Quem quiser acompanhar o andamento pode acessar o site do Tribunal Regional do Trabalho do Espírito Santo e inserir o nº do processo: 0000924-53.2016.5.17.0001.

SINTECT-ES entrará com ação coletiva pela cumulação de AADC e adicional de periculosidade

A ação que propõe a cumulação do Adicional de Atividade de Distribuição e/ou Coleta Externa e o adicional de periculosidade para carteiros motorizados já vem sendo movida pela SINTECT-ES e por outros sindicatos de trabalhadores dos Correios por todo Brasil. Há, para o jurídico do sindicato, o entendimento de que uma remuneração não se confunde com a outra, podendo portanto serem cumulativas.

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No entanto, as ações que antes corriam individualmente agora darão lugar a uma ação coletiva que valerá para todos os trabalhadores motorizados do Espírito Santo. Sendo assim, aqueles que já preencheram os kits e deram entrada no processo não precisam se preocupar, pois tanto os seus quanto os demais processos serão incorporados nesta nova e única ação.

Eleição para o Conselho de Administração da ECT: segundo turno evidencia as diferenças entre os candidatos

Disputa será entre representantes da base e representantes dos administradores postais

Entre os dias 29 de abril e 09 de maio ocorreu o primeiro turno para a eleição do representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da ECT. Mesmo com os empregados tendo direito a escolher apenas um membro desse conselho a eleição é de extrema importância, já que além das informações sobre todas as transformações e decisões na empresa, o posicionamento deste representante também influencia as decisões jurídicas, pois a Justiça entende que há respaldo da categoria nas decisões do empregado eleito.

Diversas chapas participaram do processo no primeiro turno e após os resultados divulgados no último dia 10 a Chapa 03, dos representantes postais Marcos Cesar Alves (atual conselheiro que aprovou a reestruturação da ECT e a criação do PostalSaúde) e Barbosa e a Chapa 12, dos carteiros e atuais diretores da Fentect Emerson Marinho e Suzy Cristiny disputam a vaga em segundo turno.

A pouca divulgação somada à burocracia criada em torno do processo eleitoral e a chegada tardia das senhas levaram a um péssimo índice de participação, mas ainda assim é possível traçar o perfil dos candidatos que se enfrentam nesta nova etapa. Enquanto a Chapa 03 teve mais de 20% dos seus votos na Administração Central em Brasília, a Chapa 12 teve mais das metades de seus votos nos setores operacionais.

Em percentual o Espírito Santo manteve sua tradição como um dos estados mais participativos, sendo a sexta diretoria com o maior índice de participação. No segundo turno, que deve ocorrer entre 20 de junho e 04 de julho, a votação é feita com a mesma senha.

Encarte 2º Turno

Conheça as propostas da CHAPA 12

O SINTECT-ES avalia a importância de se contrapor ao projeto de desrespeito às conquistas trabalhistas defendida pela outra chapa e a necessidade de eleger representantes dos trabalhadores que defendam uma empresa 100% pública e bandeiras históricas da categoria. Portanto, o sindicato declara apoio e pede o voto de todos os ecetistas capixabas aos candidatos Emerson Marinho e Suzy Cristiny da Chapa 12.

 

Assembleia elege delegados e delegadas para os encontros da categoria

Em assembleia realizada na última quinta-feira (09), os ecetistas capixabas elegeram seus representantes para o Encontro de Mulheres e o Conselho dos Trabalhadores dos Correios (CONREP) que acontecem na cidade de Luziânia (GO) entre os dias 4 e 6 de julho e 7 e 10 do mesmo mês, respectivamente.

Os trabalhadores também podem sugerir pautas por meio do Whatsapp do SINTECT-ES. É só enviar sugestões para (27) 98103-3762 até o dia 1º de julho.

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Mande suas sugestões de pauta e ajude a construir a luta da categoria!

Conheça quem vai representar a categoria capixaba

XIX Encontro de Mulheres

Maria da Penha Barreto (CDD Itacibá)

Nilzangela Lebachi (CDD Colatina)

Deborah Mendes (AC Jaguaré)

Regina Gomes (CDD São Torquato)

 

XXXIII CONREP

Marcio José Sacramento (CDD Prainha)

Maria da Penha Barreto (CDD Itacibá)

Fischer Marcelo Moreira (CDD Prainha)

Elenilton Braga (CDD São Torquato)

 

Empresa impede o sindicato de fazer setoriais

A reestruturação da ECT mostra sua verdadeira face a cada dia. Não bastasse a ameaça constante aos direitos trabalhistas com o fechamento de agências e cortes que resultam em sobrecarga para os trabalhadores, o direito de organização da categoria também é colocado em xeque no Espírito Santo.

Desde que foi implantado o sistema por macrorregião postal, os dirigentes vêm dificultando o acesso do sindicato às dependências da empresa, bem como o diálogo com representantes e trabalhadores. A justificativa geralmente não é explícita – alegam excesso de carga ou impossibilidade da realização da reunião em certo dia da semana – mas é evidente a falta de boa vontade uma vez que as negativas têm sido cada vez mais frequentes.

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O SINTECT-ES, que recentemente se viu obrigado a sinalizar paralisações para garantir que as setoriais fossem realizadas, informa que acionará a vice-presidência de gestão de pessoas (VIGEP) para tentar chegar a um acordo, caso contrário continuará convocando os trabalhadores contra este que é mais um desmando da atual gestão dos Correios.

Mais ataques aos trabalhadores!

Os trabalhadores foram surpreendidos no Primeira Hora de hoje (31/05/2016) com a informação de que a ECT suspenderá o pagamento de 70% adicional no abono pecuniário (venda de 10 dias). A empresa aproveitando-se da inexistência do tema em Acordo Coletivo anunciou o corte do adicional a todos optantes pelo abono pecuniário a partir de 01/07/2016.

Na avaliação do jurídico do SINTECT-ES, é necessário estudar o tema e verificar se a discussão não fere o direito adquirido de toda categoria ou ao menos parte dela. De qualquer forma, ingressaremos com ação exigindo o tratamento isonômico aos trabalhadores, pois o que a ECT coloca é tratar de maneira diferenciada trabalhadores que receberão o abono pecuniário no segundo semestre, diferente de quem optou pelo abono no primeiro semestre.

Os trabalhadores que estão com férias marcadas para os próximos meses e que optaram pelo abono pecuniário devem procurar o jurídico do sindicato para análise individual.

Vale ressaltar que a gratificação de 70% sobre o valor das férias permanece, pois está garantida na cláusula 59 do Acordo Coletivo 2015/2016.

Como já estamos denunciando há mais de um ano, o pacote da reestruturação/privatização, quer reduzir nossos direitos e benefícios ao pó. Esse foi apenas o primeiro de muitos outros ataques que virão e cabe a cada trabalhador se preparar para a guerra que será esse segundo semestre. Ou vamos todos para cima ou perderemos tudo.

Vamos à luta!

SINTECT-ES realiza ato contra as ameaças da reestruturação

Apesar da pressão sofrida pelos trabalhadores para que não aderissem à paralisação nacional – inclusive ameaças de cortes do dia de trabalho e descontos no salário – a categoria ecetista capixaba foi às ruas nesta quarta (27) para lutar por uma empresa pública e de qualidade.

A mobilização nacional proposta pelo calendário de lutas da Fentect propôs defender o caráter público da ECT, bem como protestar contra o fechamento de agências no estado e os cortes e mudanças que estão prejudicando os trabalhadores. A diretoria do sindicato preparou uma carta que foi entregue à população durante o ato. Em convite ao povo para que se junte à luta em defesa da Empresa de Correios e Telégrafos – patrimônio brasileiro com mais de 350 anos – a carta evidencia os problemas sofridos pelos trabalhadores que atrapalham o bom funcionamento da empresa, comprometendo a qualidade das entregas em todo o país.

Uma carta com as principais reivindicações da categoria foi entregue à população

A categoria reivindicou ainda a revogação da cobrança extraordinária para o equacionamento do fundo de pensão dos trabalhadores ecetistas, melhores condições de trabalho e contratação imediata dos aprovados no concurso realizado no ano de 2011.

Ecetistas vão à luta no Centro de Vitória

O ato teve início na Praça Oito, no Centro de Vitória, onde os trabalhadores se concentraram antes de seguir para o prédio central dos Correios. Em frente ao prédio faixas foram estendidas e enquanto alguns trabalhadores entregavam a carta com as reivindicações da categoria às pessoas que passavam pelo local outros aproveitavam o sinal fechado para abrir faixas contra a reestruturação implementada de maneira arbitrária pela ECT.

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Paralisação nacional dos Correios: ecetistas capixabas na luta por uma empresa 100% pública e de qualidade

A adesão – tanto dos trabalhadores quanto da população que manifestou seu apoio – reflete uma luta que não é apenas em defesa do patrimônio brasileiro, mas de toda a classe trabalhadora.